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segunda-feira, 29 de abril de 2019

A filosofia no Brasil!!!!!


Como saber a filosofia existe a vários milênios, e sobreviveu a vários sistemas de governos, formas de governos, formas de estado e formas de poder. Como filósofo sou aquele que defende a bandeira da filosofia engajada e comprometida com as pessoas, aqueles que estão nas cavernas cabe ao filósofo ser a luz, a razão, a reflexão, aquele que está na depressão cabe ao filosofo ser a questão existencial que o faz sair de tal estado mesmo que isto custe caro, (sei, é pretensioso). 
Mas, o que dizer de filósofos que foram perseguidos e mortos na idade media, que dizer de Hypatia de Alexandria, que, como mulher, filosofa, foi morta de forma misteriosa nos tempos do cristianismo nascente. Se o conhecimento não for engajado, não passa de sinos, que só fazem barulho. O atual governo do Brasil reflete uma parcela da população, que de forma maldosa e alienada, escolhe a ignorância de interpretar a bíblia ao seu modo, descomprometida com a realidade.
 A destruição do Brasil é um projeto de poder de uma parcela da população, que a séculos vem sendo executado. O olhar é para o todo, o sistema educacional Brasileiro. A filosofia é um saber que sempre foi usado para elite e pela elite. O acesso a filosofia pelo povo é acima de tudo a pergunta sobre opressão e dominação. A filosofia é a pergunta sobre a verdade das coisas.
 A filosofia deveria ocupar nossas escolas em toda educação fundamental. A filosofia deveria ocupar nossos espaços públicos, nossos espaços privados, dos butecos às igrejas. Pois, só um saber significante pode preencher nossas vidas de significado.

domingo, 30 de setembro de 2018

Não me rotule

não sou o que você quer
não sou o que você pensa
não sou o que você imagina
não sou aquilo que disseram de mim

sou mais
sou além de
sou indefinido
sou incompleto

não me rotule
apenas me sinta
perceba que estou aqui
sou presença

Você pode ser comigo
não se limite
se jogue na vida
viva.

Quirino
Primavera
Salvador
2018

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Sua Jornada

Quantas vezes você quis dizer aquilo que você sente, mas as palavras não conseguiram segurar ou apreender seus pensamentos. Quantas vezes a boca das outras pessoas disseram aquilo que já estava dentro de você. Sei. É estranho. Mas a verdade é que desistimo das coisas antes das coisas acontecerem. Desistimo das coisas antes das coisas se tornarem reais. E estávamos na direção correta quem diria. Mas não acreditamos.
Sua jornada era ser. Sua jornada nunca foi ter. Sua jornada teve inicio antes do que você apreendeu... como consciência. Você é escravo, oprimido, vive subjugado. Só a consciência aberta, crítica é livre.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

HERÁCLITO



Parmênides




Reflexão sobre as TICs como instrumentos pedagógicos para preparação e dinamização de aulas com o uso das TIC e da internet


A sala de aula é um espaço de encontro e troca de experiências. Neste sentido as TICs representam nos dias atuais, um elo de ligação entre as várias vidas ali presente. A principal característica do livro didático é sua rigidez quanto ao que cada componente curricular deve trabalhar em sala. Em tese não deveria ser assim. Entre as possibilidades que o livro de didático nos proporciona está a introdução do aluno no estudo de conhecimento sistematizado, bibliográfico, pensado e articulado para ser um saber sequenciado.
Não é o livro didático uma reprodução de uma ideologia de quem de certa forma está gerenciando o país. Talvez ainda não tenhamos nos libertados do ranço de um período da história onde o saber era de certa forma controlado, censurado e até reproduzido de uma outra cultura como forma de dominação. As TICs constitui uma libertação? Uma vez que o aluno pode confrontar com outros textos e outras formas de falar do mesmo assunto?  O currículo nem sempre é dinâmico devido o material apresentado pelas instituições de ensino não conseguirem desvencilhar-se de que tipo de conhecimento o aluno precise saber.
O principal desafio é unir livro didático, o que o currículo propõe que aconteça e as novas tecnologias. O livro didático sozinho constitui, hoje, apenas um modo de transmissão de conhecimento, cabe a instituição elencar, contextualizar, os saberes necessários para uma educação a partir da realidade do aluno e com a utilização das novas tecnologias. Hoje, via rede sócias já conseguimos tirar dúvidas, criar grupos privados e de certa forma orientar os alunos.
Quem é o professor do século XXI? Quais são suas principais características? E como ele se localiza, e se situa neste mundo virtual? O que eles expõem? E seus conflitos de interesse versus prática docente? O professor deve possuir um compromisso com a ética para que sua prática não caia na descrença e nem na relativização do saber. Hoje, todos tem acesso então quem quiser que busque. Ao mesmo tempo ainda temos um entrave real que é a juventude da zona rural que ainda não estão todos incluídos neste mundo virtual, ou até mesmo do uso de computadores.
O professor deve atentar para sua prática não se tornar elitista onde um trabalho manuscrito constitui um atraso do aluno. A mídia digital é importante para o professor desde que este aluno esteja também inserido, contextualizado, em um mundo onde a dinâmica do saber gira em velocidade extraordinariamente visível a todos.  A utilização das mídias e variedade de mídias na sala de aula deve constituir uma reflexão também sobre a própria mídia.
Uma experiência que me chamou atenção recentemente foi o fato de um aluno que terminou o ensino médio, fez vestibular para a UNEB, passou e o pesadelo dele estava apenas começando, pois ele não dominava a utilização de computadores. A primeira atividade que o professor passou ele chegou a me procurar preocupado, pois a alegria deu lugar a dura realidade de jovens que ainda não consegue fazer um curso de computação e nas escolas temos o desafio de termos laboratório de informática e não estarmos utilizando devido a burocracia para colocá-lo para funcionar.
As hipermídias e hipertextos constitui um avanço para o professor e para o aluno? Sim. Pois, a cada texto que construímos, lemos encontrarmos as suas conexões e relações com os vários pensamento e temas enriquece além de nos propiciar o encontro com obras de vários escritores e produtores de várias obras. Ao mesmo tempo que as hipermídias constituem um novo formato de apresentar um conteúdo. Uma aula ilustrada com vídeos, imagens e textos sem dúvida se torna mais atraente e bem menos enfadonha para os alunos.

Brasil, uma identidade: afrodescendente?



Apresentação


Nesta sequência didática queremos levar nossos alunos a conhecerem e perceberem a importância da cultura africana em nossa sociedade, que é uma mistura das culturas africanas, indígenas e europeia. Na atual conjuntura, onde percebemos uma grande intolerância as religiões de matriz africana, é justo e necessário que busquemos valorizar as várias expressões de identidade uma  vez que todos nós diariamente percebemos elementos que no une ao povo de um continente tão distante geograficamente e tão próximo culturalmente.

Introdução/Justificativa

A escravidão no Brasil durou 350 anos, segundo Hélio Santos (1996) na introdução do livro “alma africana no Brasil – os iorubas” de Ronilda Iyakemi. E embarcavam anualmente 120.000 escravos por ano segundo Salvador(1981), no mesmo livro. Deste embarque chegavam ao destino final 90.000 a 80.000. Ao mesmo tempo é fato que parte da sociedade brasileira tem algum vínculo com algum afrodescendente quando não são quilombolas ou de algum grupo de identidades tradicinal. Sem contarmos com o fato de termos um  vínculo forte com as religiões de matriz africana, mas não assumimos isto e sempre fazemos ou compartilhamos uma piadinha recheadas de preconceitos e intolerância. Portanto, as atividades que desnvolveremos com nossos alunos será de suma importância para seu desenvolvimento intelectual e social. 

Objetivos específicos

Conhecer a história da áfrica;
Discutir sobre escravidão e liberdade no brasil;
Compreender a legislação brasileira com relação ao negro;
Pereceber a estética como uma discussão sobre o belo e o feio a partir da arte negra;

Conteúdos conceituais

África, afrodescendência, Brasil, escravidão, religiões de matriz africana, estatuto, legislação, estética, orixás, ebó, babalorixá, mamalorixá, sincretismo.

Público Alvo

Estudantes de ensino médio e comunidade escolar

Tempo e realização do número de aulas

1º Momento: Assitir o filme vista a minha pele e promover a discussão 1h/a


2º Momento: Assitir o filme amistad e promover a discussão sobre liberdade  2h/a

3º Momento: Estudar e analisar o estatuto da igualdade racial 1h/a

http://www.ceert.org.br/arquivos/Estatuto-da-Igualdade-Racial-nova-estatura-para-o-Brasil.pdf

4º Momento: Promover com os alunos um momento de trançar cabelos, dreds, maquiar as meninas 2h/a
Para fundamentação teórica o artigo de Nilma Lino Gomes

http://www.acaoeducativa.org.br/fdh/wp-content/uploads/2012/10/Corpo-e-cabelo-como-s%C3%ADmbolos-da-identidade-negra.pdf

5º Momento: Criar um momento de experiência do candomblé com o grupo– A alma iorubá no Brasil – Yakemi, R.  2h/a

ou


Total : 7h/a

Materiais utilizados

Estatuto da igualdade racial, Filme (Amistad, Vista a minha pele), Textos (Raul Lody), Textos (Ronilda Yakemi) Cantos dos orixás, cabelos sintéticos, dreds postiço, elementos da oferendas para os orixás.

Descrição/ Desenvolvimento das aulas

As aulas serão expositiva, dialógica, com discussão a partir dos filmes e leituras dos textos
A depender do turno pode-se visitar uma sacerdotisa ou sacerdote do candomblé.

Competência e habilidades

Conviver com as diferentes religiões – Aprender a respeitar
Vivenciar no dia-dia as leis de PIR -  Conhecer os contratos sociais/leis
Despertar a consciência afro-brasileira - Encontrar-se consigo a partir da identidade afrodescendente;
Abrir-se  a discussão sobre negros no brasil – Estudar a questão etnicoracial

Recurso de ensino
Computador, datashow, internet, som

Avaliação

Cada aluno deverá fazer uma imagem da experiência com a temática e como este processo ajudou em sua vida.