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sábado, 10 de junho de 2017
CULTURA, GESTÃO PÚBLICA, PROVINCIALISMO
"O BRAZIL NÃO MERECE O BRASIL/O BRAZIL TA MATANDO O BRASIL"
Ao longo da minha vida viajei e conheci boa parte deste país e conheci muitos brasileiros honrados e honestos, homens e mulheres que vivem na zona rural, nas periferias das grandes cidades, cidades do interior do país que nos enchem de orgulho, porque vivem de forma digna, conquista as coisa com suor e trabalho. Este Brasil é um Brasil feito de pessoas que constrói a duras penas suas vidas e esta nação. Neste quesito podemos afirmar que este Brazil que as oligarquias de nosso pais defendem não é o Brasil que a maioria de sua nação acredita e vive." O Brazil não conhece o Brasil/O Brasil nunca foi ao Brazil"
Há muito tempo já dizia os compositores Maurício Tapajós e Aldir Blanc (1978), em QUERELAS DO BRASIL, interpretado pela nossa querida Elis Regina que o "Brazil não conhece o Brasil, o Brasil nunca foi ao Brazil e esta premissa nunca foi tão real como nos dias de hoje. O que pensar de um país que se orgulha de suas classes e divisões? Nunca pediu perdão aos negros que foram escravizados? Nunca reconheceu o agricultor como o grande transformador desta sociedade? Como admirar uma elite que se prostituem com as grandes potencias do mundo?A burguesia brasileira vende o Brasil ao estrangeiro e entrega os brasileiros como escravo. por que lutar por um país que tem orgulho de ser colonia? O Brasil é um país assentado na classe que domina e nos dominados o problema é que quem está no meio termo, alimenta quem domina com a falsa crença que também é dominador ou seja, a nossa classe média nada mais é que um pobre que pensa que é rico.
Vivemos em uma época em que a nossa juventude se perdeu, jovens que defendem valores cada vez mais ridículos, anciãos corruptos que se orgulham de capturar consciências ignorantes e este é um circulo infinito. Na política temos aquilo que chamamos de oportunidade de limpeza, não haverá mudança na politica se continuarmos com as mesmas pessoas que hoje ocupam o poder ou já ocuparam.
O caminho não é refundar, mas criar uma nova sociedade, com novos parâmetros.A burguesia que sempre dominou este país nunca pensou o país com duzentos milhões de habitantes, como também nunca pensou o país para todos. O caminho é a criação de uma sociedade a partir de criação de novas estruturas para exercer o poder. É preciso encontrar pessoas que pensam de forma equilibrada e que queira pensar o Brasil como um país que possuem características específicas.
Há uma juventude ávida por poder e estão prontas para seguir as ideias mais absurdas possíveis, primeiro porque é uma juventude que não ampliam seu leque de conhecimento, mas o campo de visão funcionam em uma unica direção. Segundo porque nós que somos educadores não conseguimos conduzir para um caminho da consciência crítica. Outra parcela da sociedade está presas as estruturas ortodoxas e rígidas e se apegam a religiões e costumes cada vez mais intolerantes e que não suportam a diversidade.
A nossa distância da política nos leva a posição que não há saída para o Brasil. Achamos que temos que manter quem sempre esteve no poder ou quem inciou a pouco tempo. É preciso criar novos políticos, e quando utilizamos o verbo criar, estamos dizendo isto de forma consciente até porque político é criado a partir do desejo do povo.
NOVA MANEIRA E FORMA DE VIVER NO MUNDO
FILOSOFIA
Filosofia de vida – Todos os dias nos deparamos como questões que nos fazem questionar a razão das coisas e sempre emitimos um juízo.
Função da filosofia – Qual é a função da filosofia? Como vou utilizar a filosofia na vida? Geralmente em um mundo pragmático é possível perceber a função original da filosofia? Sempre utilizamos produtos do conhecimento humano, mas nem sempre nos perguntamos: qual foi o processo inicial de tudo isto? onde está sua origem? A filosofia nos leva a repensar nossas atitudes, a rever nossas práticas, coisas que geralmente passa despercebido. A filosofia é muito utilizada pelas religiões, pela elite tanto financeira como intelectual, pois ela é instrumento para conhecer e conhecimento é poder.
Por isso mesmo, a filosofia pode ser "perigosa", por exemplo, quando desestabiliza o status quo ao se confrontar com o poder. É o que afirma o historiador da filosofia François Châtelet:
4. ATIVIDADES
Quais são suas inquietações com relação a tudo que existe no mundo, as pessoas, sua vida?
Produzir um texto com o seguinte tema: A IMPORTÂNCIA DO ATO DE PERGUNTAR. 30 linhas
sábado, 20 de maio de 2017
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Estética II - A arte grega e o conceito de naturalismo
O naturalismo constitui uma noção fundamental que marcou profundamente grande parte da arte ocidental, da antiga Grécia até o final do século XIX, com uma única interrupção, durante a Idade Média.
Essa mudança de atitude se deve, em parte, ao aparecimento do "bisavõ' da máquina fotográficao daguerreótipo-, que fixa as imagens do mundo de forma mais rápida, econômica e precisa do que a tela pintada. Por essa razão, os artistas, principalmente os pintores, tiveram de repensar a função da arte e o espaço específico da pintura.
Platão (séc. V a.C.) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte. Para ele, existe uma ordem metafísica e ética no mundo, sendo tarefa da filosofia descobri-la por meio do pensamento racional. A arte só poderia ter valor se representasse corretamente essa ordem ou nos ajudasse a agir de acordo com ela. Contudo, Platão reconhece o poder da poesia sobre a alma humana e dá indícios de que aprecia os prazeres que ela proporciona.
Platão faz a crítica da beleza no mundo sensível, dizendo que é variável (algo pode ser belo em um momento e não em outro), e é relativa (algo é belo em relação a algum aspecto mas não a outros; é belo para um observador e não o é para outro). Do outro lado, a beleza como forma não é variável - "sempre é: não se torna, nem acaba, não brilha, nem desvanece" (Symposium 21Ia). Nesse período (sécs. V e IV a.C.), a função da arte era criar imagens de coisas reais, que tivessem aparência de realidade. Para que esse objetivo fosse atingido, foram desenvolvidas técnicas que permitiam produzir cópias da aparência visível das coisas.
Isto é arte?
O conceito de belo, como já discutimos, é eminentemente histórico. Cada época e cada cultura têm seu padrão de beleza próprio. Na contemporaneidade, exemplificada pela obra de Leda Catunda, é comum a incorporação do cotidiano, do efêmero e dos valores difundidos pelos meios de comunicação de massa ao universo da arte. Neste trabalho, o cotidiano nos é dado pelo material sobre o qual a pintura foi feita: o cobertor com estampa de onça é a realidade concreta, compartilhada pelo observador/público.
E, se o material causa estranheza, mais espantados ficamos ao perceber que é o fundo pintado com tinta acrílica que dá forma à imagem da onça. A figura, salvo poucas manchas preenchidas com tinta colorida, permaneceintocada, deixando entrever o tecido peludo do cobertor cuja padronagem (de pele de onça) sugeriu seu aproveitamento para essa obra de arte. O procedimento de vedação do fundo faz com que a figura salte aos olhos e "às mãos", uma vez que a maciez e a fofura próprias do cobertor apelam ao nosso sentido táctil. Ao inverter o procedimento tradicional de pintar a figura, dando menor importância ao fundo, a artista estabelece um diálogo irônico com a história da arte.
O fundo, em vários tons de verde com algumas pinceladas amarelas, nos faz pensar em floresta, mata, o hábitat natural das onças-pintadas, que só são encontradas na América Latina. A onça, entretanto, apesar da feição feroz com os dentes arreganhados e as longas garras, não está em posição que nos dê a ideia de vida. Ao contrário, as pernas esticadas em direção aos quatro ângulos do cobertor lembram os animais transformados em tapetes, exibidos como troféus por caçadores e outros consumidores desse tipo de souvenir.
Assim transformados, esses animais não oferecem mais perigo. Deixam de ser selvagens, donos das selvas, temidos, para entrar nas casas e serem literalmente pisados. A onça-pintada é uma imagem, comum no imaginário popular brasileiro, da qual a artista se apropriou para criar sua obra, colocando em questão as relações entre a realidade e a representação (presente na brincadeira entre a onça-pintada existente na natureza e a onça pintada por ela); entre o registro popular (do cobertor e da imagem da onça-pintada) e o erudito (da arte); entre o selvagem e amedrontador (a onça viva) e a pacificação da morte, do extermínio.
Cruzando essa imagem de 1984 com as preocupações ambientalistas do mundo no século XXI, podemos fazer outra leitura dessa obra: a onça é um animal em extinção e sua representação como "tapete" pode levantar uma série de questões sobre a ação do ser humano na natureza; a necessidade de preservação das espécies para se manter a riqueza biológica do planeta e do país; o futuro da humanidade; a ideia de "dominar a naturezà' como condição do progresso etc.
Assim como o restante da obra de Leda Catunda desse período, Onça pintada I coloca algumas questões sobre o que é arte: trata-se de uma brincadeira ou de um projeto poético sério? O artista precisa criar suas obras ou pode se apoderar de imagens e objetos já prontos, para desconstruí-los? A arte deve ter uma função crítica? Uma pintura deve sempre seguir a tradição e usar materiais convencionais, como a tela, o chassi sobre o qual ela é esticada, ou a madeira? Será que, em outras épocas, Onça pintada I seria considerada uma obra de arte? Para ajudar você a responder essas perguntas, vamos examinar as várias correntes estéticas que vieram a determinar não só as relações entre arte e realidade, porém, mais importante ainda, o estatuto e a função da obra de arte.
(ARANHA, Maria Lúcia de A. e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução a filosofia. 4. ed. São Paulo : Moderna, 2009. p. 437)
